Aos 16 anos, Lucas já teve assédio italiano


Foto: Alexandre Alliatti

Se Alexandre Pato desperta o interesse de meia Europa aos 17 anos, já como profissional do Internacional, Lucas Roggia sofreu o assédio do Velho Continente aos 16, ainda como juvenil.

José Milton, o seu pai, revelou que já foi procurado por italianos dispostos a investir em seu filho. Ele garante que a idéia é manter o talento no Beira-Rio por um bom tempo. E informa que Lucas inclusive rejeitou uma proposta graúda do Cruzeiro para poder permanecer no Colorado.

O jovem talento assinou contrato com o Inter em Março. O acordo é válido por três anos, até 2010. Com o destaque recebido nos juvenis, ele deve receber uma recompensa salarial em breve, até para aumentar a multa rescisória e evitar a intromissão dos milionários europeus.

– Essas são questões que vão depender de negociações futuras com a direcção do Inter – afirma o pai de Lucas.

O Internacional tornou-se numa fábrica de avançados nesta década. Coincidência ou não, é o período das maiores conquistas da história do clube. Com Daniel Carvalho e Nilmar, o Colorado recuperou a hegemonia estadual. Com Rafael Sobis, foi campeão da Libertadores. Na seqüência, contou com o talento de Alexandre Pato para conquistar o planeta.

Segundo Lisca, técnico do Inter B e maior conhecedor dos talentos do clube, Lucas Roggia, de 16 anos, tem condições de dar seqüência à linhagem.

– É um jogador muito bom. Ele é dessa turma de Sobis e Pato, sim. Tem condições de ser profissional e ganhar destaque – opina.

A exemplo de seus antecessores, Lucas é segundo atacante, muito mais com características de movimentação do que de presença física na área. Ele integra a nova política colorada de fabricação de avançados modernos, dotados de agilidade, habilidade e poder de conclusão.

Lá no início da década, os colorados estavam felizes da vida com Daniel Carvalho, mas ele logo foi negociado para o futebol russo. Sem problema: surgiu Nilmar. Só que aí o veloz atacante trocou Porto Alegre pela França. Tristeza? Que nada. Apareceu Rafael Sobis. Campeão da América, Rafa se transferiu para o Bétis, da Espanha. E os vermelhos mal tiveram tempo para lamentar. Em pouco tempo, o clube apresentou ao mundo Alexandre Pato, que também está em vias de migrar para o Velho Continente. Com a perda de mais um talento, o jeito é lapidar um diamante novo. E aposta do Internacional está em Lucas Roggia, de 16 anos, destaque do time juvenil.

A nova promessa empilhou golos no torneio 2 de Julho, disputado por juvenis na Bahia. Lucas disputou seis jogos e fez dez golos. Só não marcou mais porque foi poupado numa partida. Na final, fez um dos golos na vitória de 2 a 1 sobre o Cruzeiro, que rendeu ao Colorado o título da disputa.

Lucas foi descoberto no Efipan de 2004. Trata-se de uma tradicional competição disputada pela categoria infantil dos principais clubes do continente na cidade de Alegrete, no interior do Rio Grande do Sul. O menino é natural de Santa Maria, onde deu os primeiros passos no futsal, mas disputou a competição pelo Gaúcho, de Passo Fundo. Precisamente no dia 8 de dezembro de 2004, ele se tornava jogador do Inter.

O garoto não escapa do desafio. Ele têm fé no seu potencial e aposta que tem condições de seguir a recente tradição de grande atacantes do Inter.

– Confio bastante em mim. Com o trabalho profissional que é feito aqui, e com bastante esforço, porque nada é fácil, sei que posso chegar lá – afirma o jogador, ainda tímido com o assédio da imprensa.

Lucas também coleciona golos no Estadual de Juvenis. Já são 14. E a competição está ainda na primeira fase. O jogador identifica a velocidade, a habilidade e a qualidade nas finalizações como seus principais atributos. Ele aponta três exemplos de jogadores que admira. Um é Cristiano Ronaldo. Outro é Rafael Sobis. E o último?

– O Alexandre Pato. Gosto do futebol dele. Nunca jogamos juntos, mas participamos de treinos de finalizações – comenta Lucas.

Fontes: Globo e outras