Roberto Rivellino, Corinthians, seleção brasileira e Copa do Mundo de 70. Os torcedores saudosistas lembrarão, de imediato, do Mundial de 70, no México, quando, ao lado de craques como Pelé, Tostão, Jairzinho, Gérson, Clodoaldo e Carlos Alberto Torres, entre outros, o dono da camisa 10 corintiana levantou o tricampeonato. Mas agora em 2007 o Timão conta com outro Roberto Rivelino, sem dobrar a letra ele, de apenas 12 anos, que joga no meio-campo, mas na função de volante, e acaba de ser convocado para defender a seleção brasileira sub-13, ao lado dos amigos Vítor e Augusto.
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A selecção brasileira sub-13 foi convocada pela primeira vez no último dia 8 de março. Dos 19 jogadores chamados pelo técnico Jorge Silveira, apenas três atuam no futebol paulista. Todos do Corinthians. O volante Roberto Rivelino, o lateral-esquerdo Vítor e o artilheiro Augusto. Os garotos embarcarão para o Catar na próxima terça-feira, onde farão alguns amistosos. No dia 28 de março, a delegação canarinho segue para Barcelona, onde, de 4 a 8 de abril, disputará a Copa Internacional do Mediterrâneo, Minicopa do Mundo da categoria.
Roberto Rivellino, o Reizinho do Parque São Jorge, atualmente tem escolinhas de futebol. No auge com a camisa do Corinthians, ele se destacava pelo drible chamado elástico, onde prendia a bola nos pés, passava pelos adversários com fintas estonteantes, e fazia a torcida vibrar com grandes jogadas. A habilidade foi aprendida no futebol de salão, onde iniciou a sua trajetória no Clube Atlético Indiano.
Já o garoto Roberto Rivelino, o popular Rivinha, começou cedo no mundo da bola. Aos três anos já jogava futebol de salão. Aos quatro anos, ele defendeu o Corinthians na categoria pré-chupeta. Depois, o menino seguiu para a Portuguesa. Em 2000, foi campeão metropolitano e Estadual. Repetiu a dose no ano seguinte, na categoria iniciação II. E por aí em diante a coleção de troféus e medalhas não parou mais.
Com tamanha habilidade, Rivinha foi trocando de times sempre por propostas mais vantajosas. Atuou seis meses no São Paulo, mas voltou para a Portuguesa, onde em 2002 passou a jogar também futebol de campo. Sempre na função de volante, por ter facilidade para desarmar os adversários, e habilidade para partir ao ataque com a bola dominada.
Em 2006, depois de passar pela filial do Atlético de Madri no Brasil, e pelo time da Mercedes-Benz, Rivinha foi parar no Palmeiras. Jogou tanta bola que o Corinthians foi buscá-lo. Afinal, lugar de Rivelino é no Parque São Jorge. E agora também na seleção brasileira.