Formar uma nova fornada de craques é a maior prioridade do Santos. Actualmente, o clube mantém-se entre os melhores do futebol brasileiro graças à geração de Robinho, Diego, Paulo Almeida, Elano, Renato, entre outros, que surgiram em 2002 para tirar o Santos de uma longa fila sem títulos. Hoje em dia, o clube tem novos garotos surgindo e, para garantir um futuro promissor, essas novas jóias são tratados como príncipes, pagando até bons salários para suas famílias.

São os casos de Neymar, de 14 anos, e Jean Carlos Chera, de 11 anos. Outro garoto que vem sendo apontado também como futuro craque é Gabriel, de apenas 10 anos. Todos moram com a família em bons apartamentos alugados pelo Santos, freqüentam escolas particulares, contam como todo aparado médico do clube e recebem salários equivalentes aos ganhos por um recém-promovido ao time principal.

Como eles ainda são muito jovens para serem profissionalizados, o clube estabeleceu um contrato de imagem com os garotos. Assim, eles funcionam como garotos-propaganda das escolinhas santistas. Todo esse cuidado é tomado principalmente para que os garotos não caiam nas mãos de empresários.

Quem cuida diretamente dos garotos é o gerente santista Zito. Ex-craque do Santos e da seleção brasileira, ele trata os meninos com todos os cuidados.

- São excelentes garotos, jóias preciosas – comenta.

Tanto cuidado não é à toa e "jóia", como diz Zito, é um adjectivo que se aplica bem aos novos jogadores que estão surgindo na Vila Belmiro. Afinal, as negociações dos atletas da geração de 2002 renderam ao Peixe cerca de R$ 110 milhões.